Muito se sabe atualmente sobre adesão e sistemas adesivos, mas a maioria das pesquisas e aplicações clínicas se dá, no primeiro momento, para dentes permanentes. A adesão ao esmalte dentário está consagrada, e o grande problema atual, é melhorar a adesão na estrutura subjacente, ou seja, na dentina.
A dentina é um tecido dinâmico, e esta modificação a partir dos agentes nocivos e o envelhecimento, traz desafios com relação a adesão. Em busca de respostas sobre a qualidade da adesão em dentina primária de dentes decíduos, um grupo de pesquisadores elaborou uma revisão sistemática, comparando diferentes técnicas de adesão expostas à micro-tração in vitro.
Os autores concluíram que o sucesso do adesivo autocondicionante de duas etapas (Clearfil SE bond, Kurary, Japão) é comparável com o adesivo de dois passos (Single Bond, 3M ESPE, EUA), já o autocondicionante de 1 passo (One Up bond F, Tokuyama, Japão) mostrou resultados inferiores.
A discussão sobre o mecanismo de ação destes adesivos autocondicionantes é abordada, de forma que se destaca a interação favorável com camada híbrida semelhante aos dentes permanentes, tanto em espessura, como em distribuição de tensão. Os autores destacam a importância desta técnica em odontopediatria, para economizar tempo e obter alta eficácia de adesão, considerando as limitações deste estudo.
Vale lembrar que, para a adesão em esmalte, o condicionamento ácido é fundamental para a melhora da adesão. Independente da técnica de escolha, faça o condicionamento seletivo do esmalte!

