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Blog da Academia

Bruxismo

A prevalência do bruxismo infantil é muito variada. Essa variabilidade está associada à dificuldade de diagnóstico por parte dos pais ou mesmo à diversidade de metodologias empregadas nos estudos. Portanto, é fundamental que o profissional conheça os fatores associados ao bruxismo infantil, pois assim será possível realizar o diagnóstico com mais segurança.

Além de questionarmos os pais em relação ao “ranger dos dentes” de seus filhos, é importante identificarmos as características clínicas associadas ao bruxismo infantil, assim como identificar os fatores de risco associados ao mesmo para que assim possamos definir a conduta terapêutica adequada.

Entre os sinais clínicos associados ao bruxismo podemos citar:

Mesmo na presença dos sinais clínicos de desgaste, é importante questionar os pais em relação aos fatores de risco pois estes irão determinar a amplitude a conduta clínica.

Entre os fatores de risco mais comuns podemos citar:

  • Distúrbios do sono: a baixa qualidade do sono pode interferir de maneira direta na intensidade e frequência do bruxismo noturno. Os distúrbios do sono mais comuns são pesadelos, terror noturno, parassonias, sono agitado, insônia, dormir menos de 8 horas por dia, dormir com luz aceso, barulho no quarto.
  • Cronotipo: o cronotipo determina o ritmo corporal interno relacionado às preferências individuais de horários para dormir/acordar e para a realização das atividades diárias. Por exemplo: os indivíduos matutinos apresentam preferência por acordar nas primeiras horas da manhã e encontram dificuldades em manterem-se acordados além do seu horário habitual de dormir, enquanto que os indivíduos noturnos, por outro lado, preferem as horas tardias de ir para cama. Crianças com cronotipo noturno possuem maior tendência ao bruxismo noturno.
  • Distúrbios respiratórios: fatores como respiração bucal, rinite, sinusite, ronco, dormir de boca aberta ou asma podem influenciar a intensidade e frequência do bruxismo do sono.
  • Comportamento: crianças com ansiedade, neuroceticismo, estresse, senso de responsabilidade, hábito de morder objetos, roer unhas ou morder lábios/bochechas tem maior chance de apresentar bruxismo do sono.
  • Fatores genéticos: estudos confirmam que o bruxismo dos pais são considerados fatores de risco para a presença do bruxismo do sono em crianças.

Diante do relato dos pais do possível bruxismo associado aos sinais clínicos observados na consulta e a presença de fatores de risco o profissional define a abordagem terapêutica individualizada para o paciente. A avaliação de todas esses fatores permite ao profissional aprimorar suas ferramentas de diagnóstico e consequentemente sua consulta clínica. As abordagens terapêuticas são diversas podendo variar desde orientações de higiene do sono, acompanhamento psicológico, encaminhamento para outras especialidades ou mesmo placa oclusal.

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Abraços!

Por Juliana Pereira.

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Juliana da Silva Pereira Andriani

Especialista e Mestre em Ortodontia - UFSC/SC
Doutoranda em Odontologia - UFSC/SC
Membro da Associação Brasileira de Ortodontia - ABOR
Membro da World Federation of Orthodontics - WFO
Professora da Especialização em Odontopediatria - ABCD/ Florianópolis
Professora da Especialização em Ortodontia - ABCD/Florianópolis
Clínica Privada em Florianópolis/SC

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